segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Sistema Predial de Esgoto Sanitário (SPES)
1. INTRODUÇÃO
A importância do Sistema Predial de Esgoto Sanitário na Construção Civil relacionase não apenas com as primordiais necessidades relativas à higiene e saúde, mas também com as evolutivas noções de conforto, impostas por um dinâmico comportamento social. Neste cenário encontra-se o projetista, cuja missão é atender aos anseios sociais, em meio a emergentes avanços tecnológicos e à necessidade ímpar de racionalização, questões estas singulares na competitiva estrutura econômica estabelecida. Isto posto, é oportuno supor que o projetista necessite de informações básicas relativas a modernas metodologias de dimensionamento, às inovações tecnológicas, assim como dos princípios teóricos que sustentam tanto o convencional quanto o novo. Inserido nesse contexto, este Texto Técnico, cujo tema central é o Sistema Predial de Esgoto Sanitário (SPES), propõe-se a abordar, em nível de informações básicas, diversos temas pertinentes ao referido sistema. Desta forma, inicialmente é apresentado o SPES no referente a sua função, seus requisitos de desempenho e sua constituição básica. Os dois itens seguintes, 3 e 4, apresentam noções teóricas sobre escoamento dos esgotos e os respectivos fenômenos associados. No item 5, são classificados os SPES. Seguem os itens 6 e 7, os quais apresentam, respectivamente, o projeto e o dimensionamento, enquanto que o item 8 completa o texto, abordando componentes e materiais afins. Anexos acompanham o texto, ilustrando e exemplificando tópicos diversos.
2. APRESENTAÇÃO DOS SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIOS (SPES)
2.1 Função e Requisitos de Desempenho
O sistema predial de esgoto sanitário (SPES) é um conjunto de tubulações e acessórios, o qual destina-se a coletar e conduzir o esgoto sanitário a uma rede pública de coleta ou sistema particular de tratamento. Além desta função básica, o SPES deve atender aos seguintes requisitos segundo a norma brasileira NBR 8160 “Sistemas prediais de esgotos sanitários – Projeto e execução” (ABNT, 1999): a) deve ser garantida a qualidade da água de consumo; b) permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de depósitos no interior das tubulações; c) impedir que os gases provenientes do interior do SPES atinjam áreas de utilização; d) deverá haver uma separação absoluta em relação ao sistema predial de águas pluviais. A contaminação da água de consumo deve ser evitada, protegendo-se tanto o interior dos sistemas de suprimento, como os ambientes receptores. A necessidade de viabilizar o rápido e seguro escoamento do esgoto sanitário, assim como garantir o funcionamento adequado dos fechos hídricos, deve ser considerada desde a concepção do SPES. A velocidade do escoamento nos trechos horizontais está associada à eficiência no transporte dos materiais sólidos, evitando que estes venham se depositar no fundo das tubulações. Nos trechos verticais, a velocidade do escoamento influencia significativamente nas pressões pneumáticas desenvolvidas no interior das tubulações. Já os fechos hídricos funcionarão adequadamente se os mesmos não se romperem, uma vez que os mesmos impedem que os gases no interior das tubulações penetrem no ambiente, conforme já comentado. Esta condição de não rompimento será garantida se as variações das pressões pneumáticas no interior do sistema forem limitadas, conforme o clássico trabalho de WILY; EATON (1965). Os fenômenos que induzem as variações das pressões pneumáticas serão discutidos posteriormente. A separação absoluta do SPES em relação ao sistema predial de águas pluviais deve ser garantida, assegurando a inexistência de ligação entre tais sistemas.
continua ... link ---> http://www.ceset.unicamp.br/~jassis/ST626/APOSTILA-ESGOTO-2005.pdf
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